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Se os rumores não são verdadeiros, por outro lado, eles trazem à tona os problemas vivenciados pela Nokia. Desde o início deste ano, a empresa tem buscado um reposicionamento de mercado, com o intuito de reverter a perda de participação e de prestígio no setor de telefonia móvel.
Uma das estratégias já implementadas pela companhia foi o acordo com a Microsoft, em fevereiro, pelo qual vai incorporar o sistema operacional Windows Phone em seus smartphones, como forma de competir com a forte concorrência dos equipamentos com o iOS, da Apple, e Android, do Google.
“Fundamentalmente, a nossa avaliação da indústria tem mudado”, analisou Elop. “Temos passado de uma batalha entre dispositivos para uma guerra entre ecossistemas”, acrescentou.
Mesmo consciente da necessidade de agir rápido, a Nokia só deve lançar o primeiro smartphone com a plataforma da Microsoft depois que a próxima versão do sistema operacional Windows Phone, chamada de Mango, chegar ao mercado. O que só deve acontecer no final deste ano.
Em resposta a esse atraso da fabricante em ter um smartphone realmente competitivo no mercado, Elop disse que a equipe de pesquisas da Nokia está trabalhando duro para acelerar o processo.
O especialista em investimentos Richard Windsor, da Nomura Securities, se mostrou pessimista em relação ao futuro da Nokia. Para ele, um modelo intermediário de smartphone da companhia com o Windows Phone não deve ser lançado em menos de um ano.
“Nós ainda estamos muito cautelosos sobre as projeções da Nokia para o próximo ano... Elas podem ser ainda piores antes de melhorar”, informou Windsor à Cnet. Ele considera válido o objetivo da companhia de criar um terceiro ecossistema – para disputar espaço com o iOS e o Android –, a partir do Windows Phone. Mas, por outro lado, ele acredita que o mercado só terá espaço para duas grandes plataformas.

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