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Nos últimos dois anos, houve um crescimento no número de empresas de grande porte no Brasil que aderiram ao modelo de cloud computing (computação em nuvem). Pelo menos, essa é a constatação de uma recente pesquisa realizada pela Kelton Research, a pedido da Avanade, prestadora de serviços de tecnologia criada em parceria pela Accenture e Microsoft.
Entre as grandes empresas brasileiras consultadas pelo estudo – que ouviu 573 altos executivos de 18 países –, 75% delas disseram que já utilizam algum tipo de serviço em cloud computing. “O número fica acima da média mundial, de 74%”, destaca Hamilton Berteli, diretor de tecnologia da Avanade no País. “E se compararmos ao mesmo estudo realizado há dois anos, houve um aumento de 25%”, acrescenta.
Quanto aos motivos que têm impulsionado os projetos de cloud computing no País, o executivo cita que, em primeiro lugar, aparece a questão da flexibilidade, seguida pela facilidade de colaboração, eficiência e a simplificação dos ambientes de TI. A redução de custos, por outro lado, aparece em sexto lugar na lista de questões que levam as empresas a contratar o modelo.
Já em relação às barreiras à adoção dos serviços em nuvem, o levantamento aponta que a principal delas é a segurança. “Uma em cada três implementações de cloud computing volta atrás, na maioria dos casos, por essa questão [de segurança]”, destaca Bertelli.
Outro problema detectado no levantamento é a adoção desordenada dos serviços. Como reflexo, 20% dos executivos que responderam ao estudo admitiram que já contrataram soluções em cloud computing sem informar a área de TI. O que pode aumentar os riscos a que as empresas estão expostas nesse tipo de ambiente, na visão do diretor da Avanade.
Por fim, o estudo aponta que entre as empresas que já aderiram ao cloud computing, 69% delas utilizam o e-mail na nuvem. A segunda ferramenta mais usada, por 50% dos entrevistados, são os processadores de texto e apresentação; seguidos pelo CRM (sistema de gestão do relacionamento com clientes), em 44% dos casos.

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