Pesquisadores europeus desenvolvem robôs capazes de aprender emoções

Ele se estressa quando não recebe apoio em uma situação dificil, sente medo, raiva, orgulho, abaixa a cabeça e contrai os ombros quando está triste e ergue a cabeça e os braços para pedir uma abraço quando está feliz. Não se trata de uma criança qualquer, mas sim de um robô programado para agir como tal. Desenvolvido por pesquisadores europeus, Nao é o primeiro robô capaz de "aprender" emoções conforme interage com os humanos. 

Com o comportamento de um humano de 2 anos de idade, Nao foi criado a partir da observação do comportamento de bebês humanos e chimpanzés e a ideia é que futuramente ele possa ser usado como companhia para crianças diabéticas hospitalizadas. Assim como os bebês, o robô tende a ficar mais apegado ao humano que cuida dele com mais frequência e interage com ele de maneira mais próxima ao seu tipo de personalidade. E quanto mais sentem o cuidado do humano responsável por ele, maior são as chances de aprendizado. 

Patrocinado pela European Commission e coordenado pela Dra Cañamero, o protótipo faz parte do projeto FEELIX GROWING (Feel, Interact, Express), e de acordo com os envolvidos, essa é a primeira vez que o comportamento e o processo da formação de vínculos de primatas humanos e não humanos são usados para programar máquinas. 

O objetivo é tornar esses robôs cada vez mais aptos a interpretarem e combinarem a comunicação verbal com a não verbal, para que futuramente eles se tornem mais adaptados ao perfil das crianças que eles ajudarão no tratamento. 


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