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Situação comum: um internauta abre seu cliente de torrent favorito e encontra suas discografias favoritas. O legado da banda que ele mais ama, de graça, a apenas um ou dois cliques de distância. É, a pirataria, no Brasil e no mundo, tornou-se um lugar comum - uma ação tão cotidiana quanto ir trabalhar ou sair aos finais de semana.
Dentre os usuários que fazem isso, há quem defenda que as formas usadas pelas gravadoras para colocar seus artistas nas prateleiras não funciona mais. Um argumento muito comum é que muitos CDs simplesmente não valem o preço cobrado - um claro demérito à qualidade de um produto, já que os CDs em si já tornaram mídia favorecida pela tributação há tempos.
Entre os artistas já presentes na loja nacional está Roberto Carlos, além de grandes nomes da MPB como Chico Buarque e Caetano Veloso. O problema, por enquanto, é a forma de pagamento: a loja aceita apenas cartão de crédito internacional e os preços são em dólar - a partir de US$ 0,99. Além das canções avulsas, a loja também vende discos completos - eles custam a partir de US$ 9,99.
A pergunta que fica para você, leitor, é a seguinte: com a atual hegemonia da pirataria fonográfica no Brasil, você abandonaria o que já é "de graça" para pagar pelo mesmo produto, ainda que dentro de um preço módico que, em outras áreas, não paga nem mesmo a passagem do transporte público? Ou seria a expansão da iTunes Store brasileira uma movimentação tardia da Apple, que somente agora, quase dez anos depois do nascimento do iTunes, vira seus olhos em nossa direção?
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