Um estudo recente realizado pela IBM com CEOs mostrou que 66% esperam que suas organizações sejam inundadas por mudanças, amplamente causadas por inovação e transformação. Para manter o ritmo, as organizações de desenvolvimento de softwares precisam liberar softwares essenciais para os negócios em menos tempo, mas isso aumenta os riscos e, quase sempre, resulta em comprometimento da qualidade. Logo a pergunta é: Como é possível poupar tempo e reduzir custos sem sacrificar a qualidade?
Embora a aviação já tenha mais de 100 anos, a maioria de nós ainda fica admirado quando vemos um avião decolando ou aterrissando. O mais incrível é como o software de pilotagem automática controla e faz tudo com pouca intervenção do piloto. Pense na destreza do Joint Strike Fighter (JSF), também conhecido como F-35. Apontando para cima, ele pode parar no ar, manter sua posição e depois retomar seu vôo supersônico. Essa manobra também é controlada por software.
E os carros? Os veículos atuais contêm algo em torno de 100 a 150 computadores. São basicamente redes de computadores sobre rodas, que se comunicam continuamente entre si, dispõem de tecnologia global que fornece serviços como telemetria, posicionamento global, segurança interna e diagnósticos do sistema.
Todos os dias, interagimos direta e indiretamente com sistemas parrudos de software. O estoque dos nossos supermercados favoritos são controlados por software; nossas contas corrente e poupança são controladas por software; nossos financiamentos imobiliários, contas a pagar, prontuário médico e receitas médicas são controlados por software.
Esses avanços trazem praticidade e progresso, mas também representam riscos e gastos extras. Paul Ehrlich disse uma vez: Errar é humano, mas, para bagunçar tudo de vez, você precisa de um computador. Pense nos problemas relacionados a software relatados pela devtopics.com como um dentre os 20 piores dessa categoria de desastres.
Na "segunda-feira negra" (19 de outubro de 1987), a média industrial do DowJones despencou 508 pontos, perdendo 22,6% do seu valor total. O S&P 500 caiu 20,4%. A maior perda sofrida por Wall Street em um único dia foi causada por um problema de software. À medida que os investidores fugiam do mercado de ações como em um êxodo em massa, os programas de negociação por computador geravam uma avalanche de pedidos de venda, derrubando os sistemas e deixando os investidores efetivamente cegos e incapazes de negociar.
Em dezembro de 2008, o principal jornal de Israel (Yediot Acharonot) imprimiu uma edição com a manchete "O vírus que deixa os hospitais malucos". O artigo não era sobre uma bactéria ou um vírus que deixa as pessoas doentes; era sobre um problema de software que associou os resultados de exames de sangue aos pacientes errados. O Ministério da Saúde de Israel informou que o problema surgiu quando os resultados dos exames foram transferidos eletronicamente dos laboratórios para os hospitais.
A entrega de softwares de qualidade nunca foi tão crucial para os negócios; na verdade, é crucial para a sobrevivência dos negócios. Na economia atual, os CIOs precisam equilibrar com cuidado a necessidade de transformação nos negócios com o gerenciamento dos riscos comerciais. Os requisitos estão sempre mudando, os cronogramas dos projetos sofrem atrasos, os custos são cuidadosamente analisados, mas a qualidade deve melhorar ou os negócios sucumbem. Essa tarefa aparentemente impossível está forçando as equipes de entrega de software a serem mais criativas, a examinar abordagens ágeis de desenvolvimento e a desafiar os métodos historicamente dominantes. Estão mudando sua visão de gerenciamento da qualidade, vendo-o como um esforço contínuo que requer trabalho em equipe, técnicas de automação, e relatórios precisos em tempo real ou a criação de um quadro geral das métricas para facilitar uma análise controlada da discussão.
Este artigo examina o equilíbrio entre transformação e riscos. Analisa as razões das mudanças no ambiente de desenvolvimento de softwares e discute as soluções que podem ajudar os negócios a melhorar o gerenciamento da qualidade para reduzir o tempo de comercialização, cortar custos e aprimorar a qualidade dos produtos.
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